Como Separar os Gastos Pessoais?

como separar os gastos pessoais
Share on facebook
Share on whatsapp
Share on twitter
Share on email
86 / 100

Matemática é uma linguagem e aqueles números que você vê na planilha querem te contar uma história, a sua.

É comum na primeira reunião de planejamento os clientes falarem que até anotam tudo, mas não sabem o que fazer a partir dali. Isso acontece porque, ao anotar seus gastos, você está lendo uma história que já aconteceu. Está vendo seu passado.

Mas, por que ficar olhando para o passado então?

Simples! Porque somos seres um tanto quanto previsíveis e por meio dessa leitura podemos nos preparar para os períodos que seguem aquele mesmo padrão. Nem tudo na nossa vida é previsível, mas devemos concordar que estar preparados para o que é recorrente nos dá um certo controle da situação e é até mesmo reconfortante.

Para começar a interpretação de seus números, precisamos dividi-los em três (ou quatro) tipos.

GASTOS ESSENCIAIS

Gastos essenciais são aqueles que te ajudam a manter minimamente sua vida. Pare para pensar o que é essencial para a sobrevivência de sua família.

Aqui em casa eu poderia considerar alimentação, água, luz e internet como essenciais. Isso mesmo! Internet é essencial para mim, afinal, é por meio dela que meu trabalho acontece.

GASTOS FIXOS

Gastos fixos são custos que não costumam sofrer oscilações ao longo dos meses. Cuidado! Você pode ter gastos fixos que não são essenciais. No meu exemplo, a água, luz e internet considero fixos pq praticamente não variam. Ainda poderia acrescentar aluguel, condomínio e escola das crianças.

GASTOS VARIÁVEIS

Gastos variáveis, como o próprio nome já diz, variam. E aqui você vai descobrir um mar de coisas, viu? Aqui em casa alimentação e combustível oscilam bastante e entram nesta categoria.

POR QUE É IMPORTANTE SABER ESSES CONCEITOS?

Todos os dias somos obrigados a tomar decisões financeiras e, quando sabemos exatamente como é nossa rotina financeira e qual é o peso que ela tem em nossas vidas, temos a chance de tomar decisões mais assertivas.

Imagine que houve um atraso em seu salário ou que você não terá a receita habitual, nesse momento você precisará tomar uma decisão rápida sobre o que abrir mão. E num primeiro momento não serãos os gastos essenciais que sentirão o peso dessa faca.

Por outro lado, ter realmente certeza do que é essencial, quais gastos são fixos e o que é váriavel te dará uma noção maior do que é supérfluo em sua vida. E não que ter gastos supérfluos seja ruim, mas é preciso entender o quanto estão impactando sua vida.

“Gaby, mas eu não gasto tanto assim. Se você for ver, meus gastos são quase todos fixos.”

Onde mora o problema nessa afirmação? Você saberia me dizer?

Pois é, eu vejo dois problemas aí. Fixo e essencial não são sinônimos, nem todo gasto fixo é essencial e muito menos todo gasto essencial é fixo. Eu pago Netflix há anos e ele está longe de ser essencial aqui em casa. Ele é um bom exemplo de supérfluo que pretendo manter porque não gera impacto negativo no meu orçamento.

O outro problema que vejo é mais comum do que deveria, ao ter boa parte de seus gastos na categoria fixo, significa que provavelmente grande parte de sua renda está comprometida. O que acaba sendo uma barreira para realizar os projetos que realmente fazem sentido em sua vida.

Se para você controlar os seus gastos não é uma tarefa simples e sente que está abdicando daquilo que realmente importa, clique aqui e agende uma reunião gratuita para ter a minha visão profissional sobre seus pontos de vulnerabilidade.